De frente com a Nane: Autor Fernando Moraes

De frente com a Nane: Autor Fernando Moraes

Eu como leitora voraz sempre fico curiosa com algumas coisas em relação aos autores dos livros que leio, por isso abri esse espaço, para que eles possam nos contar um pouquinho mais sobre seus livros, seus sonhos, seus planos... 

Hoje quem está de frente com a Nane é o autor Fernando Moraes, já tem 03 livros publicados, escreve desde 1997 e veio contar um pouquinho da sua trajetória pra gente. Seja bem vido ao Blog Livros da Nane, e desde já agradeço por responder as minhas curiosidades e espero que a de meus leitores também. rs. 

1. Oi Fernando tudo bem? Para começar, conta pra gente quem é Fernando Moraes? 

Olá Nane, tudo ótimo. É um prazer falar com você e o seu público sobre o meu trabalho. Fernando Moraes é um combativo humanista que através das suas causas sociais tem buscado despertar as pessoas para os seus dons, talentos, potenciais e fundamentalmente para os seus sonhos. Trabalho em função das minorias sociais, e mesmo que eles estejam equivocados, sempre estarei ao lado deles, pois me sinto como eles. 

2. Quando começou a escrever? E o que te fez perceber que amava as palavras? 

Na verdade a leitura foi despertada em mim ainda na infância, o que só aflorou o gosto das palavras com o passar do tempo. Mas escrever mesmo foi em torno dos meus 22 anos de idade, quando já trabalhava na área social e me atrevia com artigos para Jornais e revistas locais na minha cidade, Campinas. 

3. Eu sou uma devoradora de livros, rs. Você é um leitor voraz também? Quais seus gêneros favoritos? E autores que te inspiram? 

Sim sou um leitor compulsivo, preciso do livro ao alcance dos meus olhos, a minha casa tem livro por todo o lado, faz parte da decoração... rsrs... até dou uma diversificada com relação aos gêneros, pois acredito que todos que ousam publicar um livro, merecem respeito pela coragem e por acreditarem naquilo que produziram. Em especial, sou mais adepto dos livros de filosofia e teologia. 

4. Eu sei como é chata essa pergunta, você trabalha? Até parece que escrever não é trabalho né, rs. Por isso a minha curiosidade é: além de trabalhar como escritor você tem outra profissão? Trabalha em alguma outra área? 

Rsrs.. entendo perfeitamente a pergunta. Na verdade os livros surgiram não faz muito tempo na minha vida. Apesar de que o trabalho que realizo desde os meus 20 anos de idade, e isso já se vai metade da minha existência, me possibilita no imaginário escrever um capítulo por dia através das experiências que vou vivenciando. Tenho sim uma outra atividade profissional, que divido com a literatura e as palestras advindas dessas relações. Mas tudo na área social, o que me trás uma alegria imensa pela sinergia dessas duas atividades, são indissociáveis, na medida em que uma é laboratório da outra. 

5. O que te fez querer ser escritor? 

Considerando o gênero que atuo, baseado em minhas crenças, valores e desafios, ser escritor foi a oportunidade de alcançar um número maior de pessoas para dividir a esperança em dias melhores. 

6. Você tem alguma mania quando esta escrevendo? Usa alguma técnica toda vez que vai escrever um livro? 

Tenho sim, algumas rsrs... primeiro que sou notívago, e só começo a escrever depois da 01 hora da manhã. Segunda mania é que faço muitas anotações durante o meu dia além dos lampejos de memória de alguma situação observada e vou organizando tudo isso conforme vou desenvolvendo o texto, pois se você observar bem o meu tipo de escrita, vai perceber um autor palestrante, que conversa o tempo todo com o leitor, como se ele estivesse participando de uma palestra ou numa roda de conversa. 

7. Eu sou colecionadora de livros, canecas e bibelôs, vejo que alguns amigos leitores também tem suas coleções. E você também coleciona alguma coisa? 

Colecionador... acho que no meu caso não, pois o colecionador tem critérios específicos para o seu objeto preferido, me considero um acumulador de livros, não importa o livro que ganho, guardo tudo. rsrs 

8. Quais as dificuldades em ser um escritor hoje no Brasil? 

São muitas, em especial pelo viés comercial que o mercado editorial impõe. O livro acaba se resumindo a um produto de ordem capital, o que exclui muitos bons autores com excelentes conteúdos. Sem contar essa contradição dos rankings dos mais lidos, que sabemos que “ler e vender” são coisas distintas e que não podem servir de recorte para o consumo da literatura. Veja por exemplo os meus livros, antes de conseguir publicar pela minha editora atual, passei por várias negativas com o argumento de que não era muito “vendável” o meu “produto”. Até que uma editora olhou diferente para o meu trabalho, não se apegando a ideia de produto e sim dos ideais que ali estavam querendo passar através da minha escrita, e felizmente as coisas aconteceram. 

9. Sempre que leio um livro fico pensando será que é baseado na vida desse autor? Será que o personagem é inspirado nele, ou em um amigo, parente? Me conta, tem algum livro seu que é baseado em sua vida e suas histórias? Ou baseado na vida de algum conhecido? 

No meu caso, os três livros são baseados em histórias reais, sou um autor de não ficção, a minha escrita é fruto total das minhas observações filosóficas do mundo real a qual sou parte inerente. E acredite uma boa parte tem a ver comigo, com as minhas experiências que afloraram formas diferenciadas de pensar a vida. 

10. Qual seu maior sonho hoje? 

Que possamos viver com dignidade na diferença. Que as minhas filhas que hoje são crianças, possam no mundo adulto não ter que retrabalhar o conceito de solidariedade, cidadania, respeito ao próximo e tantos outros valores que novamente estamos tendo que resignificar. 

Eu e o autor no 7º Salão do livro de Presidente Prudente/SP
11. Para finalizar, discorra um pouquinho de seu(s) livros(s) publicado(s), e se já tem próximas publicações. 

No livro mais recente, aliás é lançamento ainda, o QUE TE MOVE? Protagonismo Social, uma revolução silenciosa, convido as pessoas a se movimentarem para não ficar aprisionados a zona de conforto, o que é um dos grandes desafios em tempos modernos. Onde a abundância impera certamente a visão de futuro fica mais comprometida, por isso se faz necessário nos movermos para ter propósitos, sonhos e esperança em dias melhores. Saindo do estado conformista, que anula as possibilidades e nos imobiliza através do imediatismo. Ser protagonista é mais do que ser o ator principal de tudo aquilo que envolve a nossa vida, ser protagonista é colocar o coração no sofrimento do outro, renunciando a zona de conforto em função de quem precisa de nós. 
Movimentar um sonho, uma causa, um ideal, ou um propósito de vida nos permite despertar para novas oportunidades, aflorando talentos, habilidades, dons e potenciais, nos dando confiança e coragem para seguir em frente. Enfim, neste livro, convido a todo a se moverem em busca de novos desafios, a ter atitudes que inspiram grandes transformações e o mais importante, que nos dê a certeza que podemos sim fazer e refazer novos caminhos em busca da nossa felicidade. O que te Move, é o que te inspira! 

Já no Livro RENOVO: O PODER DE SE REINVENTAR, faço um desafio de despertar nas pessoas o desejo de transformação, saindo da mesmice e das relações humanas que foram coisificadas pelo consumo. O livro aborda temas como Solidariedade como Avivamento, Cidadania como estado Público e não íntimo, Inconformismo social, protagonismo, alteridade, resiliência, dons, talentos e habilidades que todos temos a oferecer. Dentro de uma perspectiva totalizadora entre o Ser e o Ter, convido você para uma reflexão sobre Pertencimento Social, Vivemos do Meio ou Vivemos no Meio, o que nos inspira, o que nos move, o que nos faz reconhecer o outro como um igual. 
Aprender a Ser, aprender a Ter e aprender a Conviver dentro de um conceito integral e indissociável da existência, percorrendo através da filosofia, da sociologia e da teologia com um olhar voltado para o localismo, onde as estações de vivências e a historicidade social das pessoas é que possibilitam o Estado de Reversão social. 

E no Livro A ARTE DE PERTENCER, considerando que vivemos em tempos de hegemonia das redes sociais, das relações instantâneas, virtuais e geralmente superficiais, da “Modernidade Líquida”, termo este popularizado por Zygmunt Bauman. A identificação com o Outro que é igual a nós mesmos, representa um enorme desafio. Estamos em tempos da humanidade desenraizada, com vínculos cortados. Neste contexto, o resgate do sentido do pertencimento é tarefa urgente. Pois esta é a proposta central do livro, pertencimento e reconhecimento do outro como um igual, como um conceito totalizante de alteridade em tempos de arrogância e intolerância. 

Já estou sim na ativa para o novo livro, ainda é segredo... rsrs... mas é um projeto para daqui um ano mais ou menos, quero experienciar esses três livros, e com as palestras atingir o maior número de pessoas possível. 



Agora para finalizar a entrevista nosso autor quis deixar um recadinho para mim e para você. 

Querida Nane e seus leitores, obrigado pelo carinho e espaço para mostrar um pouco do meu trabalho, não me sinto um escritor de ofício, sou um sonhador que através de crenças e valores tenho transitado por esse mundo em busca de avivamento daquilo que é humano. Entendo que os livros tem sido uma grande bênção, e não de um apenas fruto de um desejo pessoal, digo isso porque há uma grande diferença entre bênção e desejo. 
A bênção contagia e não fragmenta. Para saber se algo é desejo atendido ou bênção faça o seguinte teste: Se ao ser compartilhado perde valor ou intensidade, isso terá sido então fruto do desejo, e se, ao contrário, ele se expandir e se desenvolver terá sido uma bênção. 
Pois assim, a sua mensagem se disseminou no outro, e assim sendo, o nosso espírito se faz humilde. 
Ousem, criem, saiam do conformismo, o que te Renova, o que te trás pertencimento e o que te move, é o que te inspira. 
Abraço fraterno! 

Fernando Moraes 

Site / Instagram / Facebook  / E-mail: fgomesmoraes@yahoo.com.br 

Agradeço mais uma vez a atenção de responder as nossas curiosidades.

Beijos Nane

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