Mostrando postagens com marcador entrevistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador entrevistas. Mostrar todas as postagens

17 de abril de 2017

De frente com a Nane: Autor Laplace Cavalcante


Eu como leitora voraz sempre fico curiosa com algumas coisas em relação aos autores dos livros que leio, por isso abri esse espaço, para que eles possam nos contar um pouquinho mais sobre seus livros, seus sonhos, seus planos...

Hoje quem está de frente com a Nane é o autor Laplace Cavalcanti, já tem três livros publicados, escreve desde os 8 anos, pelo que se recorda, e veio contar um pouquinho da sua trajetória para nós. Seja bem vido ao Blog Livros da Nane, e desde já agradeço por responder a minhas curiosidades e espero que a de meus leitores também. rs.

1. Oi Laplace tudo bem? Para começar, conta pra gente quem é Laplace Cavalcanti?

Oi! Tudo ótimo! Laplace é aquele cara todo certinho, nerd, que foi CDF na escola até conhecer a Geometria e ir para a final em Matemática nos 3 anos do ensino médio, mas ainda assim meus familiares estavam certos de que eu me tornaria médico ou advogado, então você imagina a surpresa de todos quando descobriram que virei escritor. Criar histórias sempre foi algo intrínseco meu, recordo-me de quando eu era criança e minhas brincadeiras consistiam em pegar vários brinquedos e criar toda uma trama por trás do que eu iria brincar, eu até preparava um cenário, uma vez passei dois dias preparando uma brincadeira de Jurassic Park com meus bonecos.

2. Quando começou a escrever? E o que te fez perceber que amava as palavras?

Não sei o que me fez perceber que eu amava as palavras, como falei acima sempre foi algo natural para mim criar histórias. A primeira que me recordo de ter escrito foi aos 8 anos, mas era em desenho, ainda não era livro, nem diálogo, eram só figuras. Depois adicionei os diálogos e em 2004 fiz minha primeira história escrita, mas ainda não era livro (rsrsrs), parecia esses resumos de novelas que vemos nos jornais. Em seguida vieram os roteiros cinematográficos, que fucei na internet como escrevê-los, e só entre 2007 e 2009, entre 17 e 19 anos, foi que tentei escrever meu primeiro livro, porém falhei miseravelmente, tive dificuldade em migrar do texto do roteiro, que é bastante técnico, para a literatura, que é muito emotiva, e desisti. Então em 2012 minha amiga escritora Joan Ferrer estava trabalhando em um livro e perguntou-me por que eu não fazia o mesmo, tentei novamente e finalmente consegui.

3. Eu sou uma devoradora de livros, rs. Você é um leitor voraz também? Quais seus gêneros favoritos? E autores que te inspiram?

Eu tento ser um leitor voraz, mas não a falta de tempo não deixa, como também não consigo ler muito rápido. Se a leitura não está atrativa eu tento acelerar, mas não chego a pular páginas, contudo o livro parece multiplicar de tamanho, e se a leitura está boa eu tento frear para não acabar logo rsrsrs. Mas procuro ler, todo ano, ao menos 10 mil páginas, somando livros e contos. Meus gêneros favoritos são Distopia, Fantasia, Ficção Científica e Chick-Lit, e eu sempre procuro aprender um pouco com o trabalho de cada escritor que conheço, contudo os que mais me inspiram são os brasileiros Lycia Barros, Felipe Colbert e Renan Carvalho, e o norte-americano Hugh Howey.

4. Eu sei como é chata essa pergunta, você trabalha? Até parece que escrever não é trabalho né, rs. Por isso a minha curiosidade é: além de trabalhar como escritor você tem outra profissão? Trabalha em alguma outra área?

Atualmente trabalho apenas como escritor, mas sou formado em Administração e estou fazendo uma nova graduação, em Automação Industrial, que comecei esse ano em fevereiro.

5. O que te fez querer ser escritor?

Minha ideia inicial era ser roteirista e diretor de cinema, o que ainda espero ser um dia, mas esse é um mercado quase inexistente onde moro e eu não podia estudar fora, e chegou um momento que se tornou muito desmotivante saber que os roteiros que eu vivia escrevendo, provavelmente, nunca sairiam da gaveta. Tentei escrever livros uma vez como comentei, sem sucesso, porém quando minha amiga Joan Ferrer sugeriu que eu tentasse outra vez me empenhei mais na esperança de que, diferente dos roteiros, meus livros não ficassem engavetados, que eu pudesse vê-los ganhando vida e conquistando leitores.

6. Você tem alguma mania quando está escrevendo? Usa alguma técnica toda vez que vai escrever um livro?

Sempre construo o argumento e o esqueleto do livro antes de começar a escrevê-lo de fato, que são duas coisas que aprendi através dos cursos com a autora Lycia Barros. O argumento é você escrever toda a trama da obra de forma reduzida, e o esqueleto é você organizar essa trama nos capítulos, assim sabe o que acontecerá e quando acontecerá, e pode até escrever o capítulo 20 sem ter escrito o 2 ainda, por exemplo. As únicas manias que me recordo de ter, nesse momento, são que, além de escrever ouvindo música como muitos escritores, nem sempre o que escuto são músicas. Geralmente são gameplays feitas pelos canais Jr & Mi e os Dois Marmotas. Eu deixo o vídeo rodando no YouTube e fico ouvindo eles jogarem enquanto solto o dedo no teclado. Agora quando escrevo ouvindo músicas, passo horas escutando a mesma. Se encontro uma que acho que bate com o livro, eu vou passar o dia ouvindo apenas essa música, e isso já resultou em várias ocasiões em que as pessoas aqui de casa vieram me perguntar se eu não canso de passar o dia ouvindo a mesma música. rsrsrs

7. Eu sou colecionadora de livros, canecas e bibelôs, vejo que alguns amigos leitores também tem suas coleções. E você também coleciona alguma coisa?

Além dos livros, eu coleciono marcadores e bottons, mas não repetidos, fico apenas com um de cada, livro, e eu também tenho uma coleção desses carrinhos de corrida que vêm nas lancherinhas em aniversários de criança, que guardo desde que eu era pequeno. E eu tenho minha coleção de DVDs dos filmes e séries da franquia Stargate. #StargateForever <3

8. Quais as dificuldades em ser um escritor hoje no Brasil?

Ainda existe o preconceito com a literatura nacional, melhorou bastante, porém ainda é grande o número de leitores que hesitam em dar uma chance ao trabalho de alguém que não veio de fora e não é um best-seller. E temos a questão de que as grandes editoras nem sempre investem em novos autores, o que acontece, porque publicar os best-sellers, que vêm de fora, é retorno financeiro garantido, e as editoras também sofrem para sobreviver, como vimos nessa crise, que fez algumas fecharam, outras precisaram reduzir o número de publicações e parceiros para não seguirem o mesmo caminho. A Bienal de São Paulo de 2016 foi um espelho disso, algumas grandes editoras não compareceram, outras dividiram estandes com concorrentes. Agora a maior de todas as dificuldades, em minha opinião, é a visibilidade, mesmo se não existisse o preconceito e as grandes editoras investissem nos novos autores, ainda assim, seria difícil se destacar em meio a tantos títulos bons que temos no mercado. Há espaço para todos, o fato de eu ler o livro de Fulano, não quer dizer, que deixarei de comprar o de Ciclano, quem gosta de ler irá querer cada vez mais consumir mais livros, contudo é difícil você se fazer notar para que essas pessoas incluam seus livros entre os desejados dela.

9. Sempre que leio um livro fico pensando será que é baseado na vida desse autor? Será que o personagem é inspirado nele, ou em um amigo, parente? Me conta, tem algum livro seu que é baseado em sua vida e suas histórias? Ou baseado na vida de algum conhecido?

Nenhum dos meus livros é baseado 100% na minha vida ou de algum conhecido, porém todos possuem algumas características. Em A PÁGINA CERTA, por exemplo, nós temos como protagonista a Cláudia, uma escritora que está lutando por seu lugar no mercado, assim como eu e todos os meus colegas escritores. Já os personagens são recheados com particularidades minhas e de pessoas que conheço. David, o protagonista de TÁBULA RASA, luta ferozmente pelos seus sonhos, eu procuro fazer o mesmo, e o fato de espelhar isso em um personagem ajuda a nós mesmos, escritores, a nos motivarmos a continuar fazendo essas coisas. Agora de todos os personagens que já criei, o que mais herdou características minhas e de outras pessoas foi o Renato, de A PÁGINA CERTA. Para construí-lo eu basicamente reuni várias particularidades minhas e de outras pessoas e multipliquei por mil, assim nasceu aquela pérola. rsrsrs

10. Qual seu maior sonho hoje?

A longo prazo: voltar ao Canadá e a escrever roteiros, dessa vez para tirá-los da gaveta. A curto e médio prazo: publicar o próximo livro. Essa é uma constante, sempre que eu publicar um livro o sonho seguinte será publicar o próximo, e o próximo, e o próximo, eu não quero parar e não quero demorar muito para vê-los publicados. rsrsrs

11. Para finalizar, discorra um pouquinho de seu(s) livros(s) publicado(s), e se já tem próximas publicações.

Além de alguns contos publicados — que são muitos, então não entrarei em detalhes para isso aqui não ficar imenso (rsrsrs), mas tem um post que a Ariane fez falando sobre eles e você pode conferir —, tenho um e-book de não-ficção publicado de forma independente chamado PASSOS DE UM UNIVERSITÁRIO: Construindo uma Carreira Universitária de Sucesso disponível na Amazon, que escrevi quando terminei o curso de Administração, e nele trago dicas para quem está entrando no curso superior com base em minha experiência. Em 2014 esse livro foi recomendado pela revista Exame entre os melhores livros para inspirarem sua carreira em 2015. Tenho o chick-lit A PÁGINA CERTA, que inclusive foi resenhado aqui pelo blog, e que conta a história de Cláudia, uma escritora que precisa de dinheiro e por isso aceita a proposta de emprego do milionário Renato, que está em busca de uma mulher que queira casar com ele. Não me aprofundarei sobre ele, porque vocês podem fazer isso lendo a incrível resenha que a Arianne fez. Por fim, tem TÁBULA RASA, meu novo livro, que está sendo publicado pela editora Coerência, tem primeiras impressões aqui no blog e você já pode adquirir o seu. Esse último é uma distopia, nós acompanhamos a vida de David, após ele ter sido resgatado e levado para uma base militar subterrânea em uma Terra que foi devastada por uma guerra nuclear. Não é porque o livro é meu, mas garanto que a trama é envolvente e cheia de reviravoltas, os primeiros capítulos estão disponíveis no Wattpad, se eu fosse você conferia eles e as primeiras impressões da Ariane rsrsrs. Não tenho uma nova publicação certa, mas tenho um livro sendo revisado por uma amiga, eu adoraria trazer uma nova edição de A PÁGINA CERTA — quem sabe em 2018 —, e estou trabalhando no argumento de um livro que pretendo publicar a curto prazo, porque sei que tem gente que irá querer lê-lo assim que souber de sua existência rsrsrs.

Contatos do autor:
Site / Youtube / Facebook / Instagram / Twitter: @placavalcanti / Skoob


Agradeço mais uma vez a atenção de responder as nossas curiosidades.

Beijos Nane

27 de março de 2017

De frente com a Nane: Autora Camila Kaihatsu


Eu como leitora voraz sempre fico curiosa com algumas coisas em relação aos autores dos livros que leio, por isso abri esse espaço, para que eles possam nos contar um pouquinho mais sobre seus livros, seus sonhos, seus planos...

Hoje quem está de frente com a Nane é a autora C. B. Kaihatsu, já tem um livro publicado, escreve desde que se entende por gente e veio contar um pouquinho da sua trajetória pra gente. Seja bem vida ao Blog Livros da Nane, e desde já agradeço por responder a minhas curiosidades e espero que a de meus leitores também. rs.

1. Oi Camila tudo bem? Para começar, conta pra gente quem é Camila Kaihatsu?

Oi Nane! Tudo ok! Camila Kaihatsu é uma pessoa que gosta e faz muitas coisas! Eu sou escritora, poetisa, engenheira de controle e automação, bailarina clássica e de jazz e colunista cultural do Jornal Tribuna de Paulínia e do site CultEcléticos. Sou fã de Fórmula 1. Minha equipe favorita é a McLaren e o meu piloto favorito é o Fernando Alonso. Já colaborei até com artigos para o blog F1 – Fórmula 1. Sou beatlemaníaca e fã da Nina Simone. O meu livro favorito é Os Dados Estão Lançados do escritor Jean-Paul Sartre. Recomendo.
Sou uma escritora do interior de São Paulo que sonha em ter sua arte reconhecida em cada canto do Brasil.

2. Quando começou a escrever? E o que te fez perceber que amava as palavras?

Escrevo desde criança, sempre gostei muito. Ao longo dos anos escrevi poemas que foram publicados no livro Retalhos: Almas em Versos, escrito em co-autoria com a autora Natasja Haia. O primeiro texto que tive publicado foi o poema ‘Pombo-Correio da Meia-Noite’ em 2015 no livro ‘O Corvo: Um Livro Colaborativo’, pela Editora Empíreo. Eu acho que já nasci amando as palavras, desde criança quando me perguntavam o que eu queria ser, dizia que queria ser poetisa.

3. Eu sou uma devoradora de livros, rs. Você é uma leitora voraz também? Quais seus gêneros favoritos? E autores que te inspiram?

Sim. Acho que todo escritor deve ser antes um grande leitor. Meus gêneros favoritos são: romance, ficção-científica, romance policial, biografia, política, filosofia, suspense, poesia e conto. Os autores que me inspiram são: Clarice Lispector, Edgar Allan Poe, Vinícius de Moraes, J. K. Rowling, Agatha Christie e R. F. Lucchetti.

4. Eu sei como é chata essa pergunta, você trabalha? Até parece que escrever não é trabalho. Rs. Por isso a minha curiosidade é: além de trabalhar como escritora você tem outra profissão? Trabalha em alguma outra área?

Sim. Também sou funcionária pública.

5. O que te fez querer ser escritora?

Eu sempre gostei muito de ler e sempre gostei de contar minhas histórias. É uma vocação, eu amo escrever.

6. Você tem alguma mania quando esta escrevendo? Usa alguma técnica toda vez que vai escrever um livro?

Não tenho mania, mas gosto de escrever ouvindo música. Algumas vezes crio uma playlist que combine com o que estou escrevendo. Quando fui escrever o meu conto ‘Duas Almas: Clarice e Paulo’ para a antologia ‘Mais Amor, Por Favor’ da editora Coerência, criei uma playlist de músicas românticas porque decidi escrever um conto sobre o amor romântico. Não uso uma técnica, mas quando tenho a ideia para um livro, eu escrevo algo como uma sinopse. Acho importante para eu não me perder no meio da história. Os capítulos vão surgindo, mas eu sei onde quero chegar.

7. Eu sou colecionadora de livros, canecas e bibelôs, vejo que alguns amigos leitores também tem suas coleções. E você também coleciona alguma coisa?

Eu coleciono livros, filmes e marcadores de página.

8. Quais as dificuldades em ser um escritor hoje no Brasil?

Acredito que hoje as pessoas estejam mais abertas aos novos nomes da literatura nacional, mas ainda é difícil. Ainda há resistência de uma parte de leitores em relação aos nacionais. Estamos conquistando nosso espaço, mas acredito que há muito a fazer.

9. Sempre que leio um livro fico pensando será que é baseado na vida dessa autora? Será que o personagem é inspirado nela, ou em um amigo, parente? Me conta, tem algum livro seu que é baseado em sua vida e suas histórias? Ou baseado na vida de algum conhecido?

Eu sempre digo que escrevo com a alma. Os poemas, por exemplo, carregam consigo um pedaço da minha alma. Alguns são sobre mim, ou sobre situações que vejo envolvendo outras pessoas. Já na prosa, eu empresto alguma característica minha a vários personagens, mas não chego a me projetar em algum especificamente.

10. Qual seu maior sonho hoje?

Que a minha literatura possa conquistar e emocionar uma diversidade de leitores e que de alguma forma possa ajudar ou inspirar estas pessoas.

11. Para finalizar, discorra um pouquinho de seus livros publicados, e se já tem próximas publicações.

O ‘Retalhos: Almas em Versos’ é um livro muito especial para mim, além de ser o meu primeiro e ter tido a oportunidade de lançá-lo na Bienal Internacional do livro de São Paulo, eu pude trabalhar nele com a minha irmã que é a ilustradora, o que nos permitiu fazer uma bonita homenagem para a nossa mãe. Os poemas foram escritos ao longo dos anos e reunidos nesta obra. Sempre digo que escrevo com a alma, em cada poema, cada verso carrega consigo um pouco de mim. Ele venceu o Prêmio Brasil Entre Palavras de Melhor Livro de Poesia de 2016, o que foi muito especial também. Convido todos a conhecer este livro, o mundo precisa de mais poesia. Pretendo realizar novas publicações. Estou trabalhando num romance, que pretendo publicar este ano ainda. Em 2017, publicarei pele Editora Coerência uma antologia de contos de Mistério. Sou a organizadora da antologia, também participo como autora. É resultado de um projeto literário que criei chamado Sociedade dos Corvos. O projeto reúne autores e ilustradores muito talentosos. Espero que vocês gostem desta antologia.

Contatos da Autora:

Agradeço mais uma vez a atenção de responder as nossas curiosidades

Beijos Nane

20 de março de 2017

De frente com a Nane: Autora Jessica Ribeiro


Eu como leitora voraz sempre fico curiosa com algumas coisas em relação aos autores dos livros que leio, por isso abri esse espaço, para que eles possam nos contar um pouquinho mais sobre seus livros, seus sonhos, seus planos...

Hoje quem está de frente com a Nane é a autora Jessica Ribeiro, já tem um livro publicado, escreve desde os 12 anos, veio contar um pouquinho da sua trajetória pra gente. Seja bem vida ao Blog Livros da Nane, e desde já agradeço por responder a minhas curiosidades e espero que a de meus leitores também. rs.

1. Oi Jessica tudo bem? Para começar, conta pra gente quem é Jessica Ribeiro?

Olá! Eu estou ótima! Bom, eu sou uma jovem adolescente que está saindo do Ensino Médio, amo letras, amo palavras, amo ler e acima de tudo amo escrever, porém a Jéssica também tem uma queda pela área de exatas; mols, equaçõezinhas, regra de três e átomos são apaixonantes também, não é mesmo? Química e livros resumem bem quem eu sou!

2. Quando começou a escrever? E o que te fez perceber que amava as palavras?

Comecei a escrever com 12 anos; foi quando escrevi meu primeiro poema numa aula de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental e a professora adorou e me deu a nota 9 e disse que ia colocar junto com outros poemas pra participar de um concurso. Alguns meses depois, esse poema que escrevi ganhou o primeiro lugar na categoria juvenil e foi publicado numa antologia; aí que percebi que eu poderia escrever muito mais do que poemas.

3. Eu sou uma devoradora de livros, rs. Você é uma leitora voraz também? Quais seus gêneros favoritos? E autores que te inspiram?

Amo ler, se conseguisse mais tempo na minha vida corrida, com certeza leria muito mais do que dois livros por mês. Amo fantasia e distopia são meus gêneros favoritos, mas vez ou outra dou uma escapada pro romance ou drama. Minha autora favorita é, e sempre vai ser Meg Cabot; amo a escrita dela e suas histórias!

4. Eu sei como é chata essa pergunta, você trabalha? Até parece que escrever não é trabalho. Rs. Por isso a minha curiosidade é: além de trabalhar como escritora você tem outra profissão? Trabalha em alguma outra área?

Sou estudante ainda, porém não quero viver escrevendo livros apenas, acredito que minha criatividade surja do cotidiano e não de ficar em frente ao computador. Então, por amar química e letras decidi cursar Farmácia, amo química orgânica <3; nesse ano me formo como técnica em química e pretendo atuar na área até conseguir um diploma da faculdade. ;)

5. O que te fez querer ser escritora?

Poder contar histórias. Acho que me dou melhor com as palavras escritas do que me expressando verbalmente.

6. Você tem alguma mania quando esta escrevendo? Usa alguma técnica toda vez que vai escrever um livro?

Tenho que estar com um dicionário e um dicionário de sinônimos ligados no notebook quando vou escrever e de preferência sem o celular ao lado. Minha técnica se consiste no meu caderninho que possui toda a história anotada pra eu não me perder.

7. Eu sou colecionadora de livros, canecas e bibelôs, vejo que alguns amigos leitores também tem suas coleções. E você também coleciona alguma coisa?

Teve uma época que eu era (ainda sou) bem fã de Jogos Vorazes, então eu tenho tudo, desde os livros, até CD e o broche do tordo, os três com os símbolos em posições diferentes. Agora, coleciono somente marcadores, por falta de tempo mesmo.

8. Quais as dificuldades em ser um escritor hoje no Brasil?

No meu ponto de vista, existem muitos deles no Brasil, então é um mercado competitivo e alguns que escrevem histórias um tanto ruins acabam ofuscando outras. Os livros estrangeiros também contribuem pra que os autores novos não se destaquem tanto; no geral é isso.

9. Sempre que leio um livro fico pensando será que é baseado na vida dessa autora? Será que o personagem é inspirado nela, ou em um amigo, parente? Me conta, tem algum livro seu que é baseado em sua vida e suas histórias? Ou baseado na vida de algum conhecido?

Não, meu livro é tudo ficção mesmo!

10. Qual seu maior sonho hoje?

Passar no vestibular da USP. (risos) Falando sério, sempre tive um sonho de algum livro meu ser traduzido pra várias línguas; até agora meu livro chegou em solo peruano, isso é um começo, né?

11. Para finalizar, discorra um pouquinho de seu livro publicado, e se já tem próximas publicações.

Meu livro é sobre alienígenas (um tema que particularmente adoro e acredito veemente), ele é o primeiro de uma série e se passa no Planeta Terra, os demais se passarão em planetas fictícios e conta a história de uma família que pretende salvar o seu próprio planeta, mas com uma polícia galáctica e uma parente distante que já devia estar morta atormentando e ameaçando a segurança, a personagem principal irá descobrir sua verdadeira história e porque é ela a responsável do seu próprio planeta estar morrendo.
Em suma, essa é a minha primeira saga de estreia, tenho mais dois projetos que estão pra se iniciar assim que essa fase conturbada da minha vida passar. Por enquanto, se tudo melhorar consigo publicar o segundo volume da série no segundo semestre de 2017; a história está pronta, porém preciso vender mais alguns do primeiro. Sou uma escritora totalmente iniciante e faz um pouco mais de seis meses que publiquei meu primeiro livro, não tenho grandes experiências ainda (risos).

A nossa autora quis deixar um recadinho para mim e para você.

video

Contatos da autora:
Facebook / Fanpage / Instagram / Email: ribeiro.jess@hotmail.com

Para compra o livro autografado direto com a autora, é através do inbox no Facebook ou por e-mail, ou você pode comprar direto na Saraiva, livraria Cultura ou com a Editora Coerência que sempre tem promoções maravilhosa.

Agradeço mais uma vez a atenção de responder as nossas curiosidades

Eu que agradeço! Foi um prazer <3



Beijos Nane

7 de março de 2017

De frente com a Nane

de frente com a nane

Sim, esse nome foi inspirado no programa "De frente com Gabi", aqui será mais ou menos no mesmo estilo, só que serão entrevista com autores por escrito, e eu gostei da ideia do nome, espero que você também tenha gostado.

De frente com a Nane, foi criado para que os autores respondam as minhas e as suas duvidas.

Fiz uma seleção de perguntas que acho que são minhas maiores curiosidades sobre os autores, espero que sejam as suas também.

As entrevistas serão lançadas todas as segundas-feiras, vou tentar lançar uma por semana, a principio serão autores brasileiros, e vou entrevistar todos os parceiros do blog.

Mas se tiver algum autor que não é parceiro do blog, mas que você quer muito que eu faça a entrevista, coloque aqui nos comentários, que farei de tudo para conseguir, quer dizer quase tudo, rs. Também não posso ser presa por perseguição né. rs

Espero muito que gostem das entrevistas, foi projetado com muito carinho, comentem, curtam, divulguem, mostrem para os amigos, família, cachorros e gatos, rs

Beijos Nane

27 de fevereiro de 2017

De frente com a Nane: Autora Clara Savelli


Eu como leitora voraz sempre fico curiosa com algumas coisas em relação aos autores dos livros que leio, por isso abri esse espaço, para que eles possam nos contar um pouquinho mais sobre seus livros, seus sonhos, seus planos...

Hoje quem está de frente com a Nane é a autora Clara Savelli, já tem um livro publicado, escreve desde que era criança e veio contar um pouquinho da sua trajetória pra gente. Seja bem vida ao Blog Livros da Nane, e desde já agradeço por responder a minhas curiosidades e espero que a de meus leitores também. rs.

1. Olá Clara tudo bem? Para começar, conta pra gente quem é Clara Savelli?

Oi! Comigo tá tudo bem e com vocês? Obrigada pelo espaço e pelo tempo! Eu tenho 25 anos, sou carioca, advogada e bacharel em Relações Internacionais. No meio disso tudo, também sou escritora. Sempre fui, eu acho. É o que eu mais amo fazer em toda minha vida. Meu livro publicado se chama Mocassins e All Stars, mas eu também tenho alguns livros no Wattpad, como Acampamento de Inverno para Músicos (nem tão) Talentosos, Tiete! e Chinelo e Salto Alto. Sou apaixonada pelos Beatles, por chá, pelo Botafogo e por cachorros.

2. Quando começou a escrever? E o que te fez perceber que amava as palavras?

Tenho inclinação a dizer que eu comecei a escrever desde que aprendi a escrever, rs! Minha mãe diz que eu comecei a escrever até antes disso. Ela tem um livrinho que eu “fiz” com três anos. Eu desenhei toda a história e depois fiz ela fazer as “legendas” para contar a história, haha! Eu sempre amei as palavras. Sou uma leitora ávida, que tem mais livros do que espaço para guardá-los em casa e que lê uma quantidade absurda de livros, em uma quantidade minúscula de tempo. Acho que já nasci apaixonada por palavras mesmo... Comecei a escrever Mocassins e All Stars quando eu tinha 16 anos e, desde então, não parei mais de escrever livros do mesmo gênero.

3. Eu sou uma devoradora de livros, rs. Você é uma leitora voraz também? Quais seus gêneros favoritos? E autores que te inspiram?

Eu acabei de falar isso na pergunta anterior, né? haha! Eu sou apaixonada por romances adolescentes, que é o gênero que eu mais gosto de escrever. Mas, para ser sincera, eu leio mesmo (quase tudo). Não leio terror, porque morro de medo, mas leio suspense em problema e adoro um policial (sou apaixonada por Agatha Christie). Adoro chicklit, aventura e até uma distopia vez ou outra. Minha autora favorita (de todos os tempos e até o fim da vida) é a Meg Cabot, autora de diário da princesa e de outros 80 livros maravilhosos (sério!). Também sou muito fã do Federico Moccia, que escreveu Três Metros Acima do Céu (um dos meus livros preferidos do mundo).

4. Eu sei como é chata essa pergunta, você trabalha? Até parece que escrever não é trabalho. Rs. Por isso a minha curiosidade é: além de trabalhar como escritora você tem outra profissão? Trabalha em alguma outra área?

Como eu disse, eu sou formada em Relações Internacionais e direito. Até o meio de 2016 estava trabalhando regularmente em uma empresa de grande porte, no ramo da engenharia. Pedi demissão porque queria me focar completamente na minha carreira literária e sentia que não estava conseguindo com a alta demanda do meu trabalho regular. Hoje, eu trabalho totalmente focada na minha escrita. Também presto serviços como freelancer (normalmente, escrevendo textos para sites e blogs), revisora, tradutora, etc. Até criei um site para facilitar esse tipo de contratação. A vida de escritora ainda não é suficiente para pagar as contas, mas há de ser.

5. O que te fez querer ser escritora?

De novo, acho que eu já nasci querendo ser escritora. Lembro que desde de pequena quando perguntavam o que eu queria fazer quando crescesse, eu respondia que queria ser escritora. Não sei dizer de onde veio esse sentimento, eu tenho essa sensação de que ele esteve sempre comigo.

6. Você tem alguma mania quando esta escrevendo? Usa alguma técnica toda vez que vai escrever um livro?

Não tenho nenhuma mania que preciso fazer sempre, mas costumo fazer sempre alguma coisinha. Gosto de ouvir música quando estou escrevendo e sempre faço uma playlist para cada livro que escrevi ou que estou escrevendo, com músicas que me inspiram e me lembram da história. Fora isso, adoro ter sempre algo para beber por perto, seja água, chá ou algum suco (eu não bebo refri e evito beber muito café). Uma balinha também é muito bem-vinda!

7. Eu sou colecionadora de livros, canecas e bibelôs, vejo que alguns amigos leitores também tem suas coleções. E você também coleciona alguma coisa?

Eu coleciono uma infinidade de coisas! Para começar, bottons e marcadores. Com certeza já passei de 200 bottons e de 600 marcadores. Já até perdi a conta, para ser bem sincera. Além disso, coleciono chaveiros, miniaturas dos países que visito, pratinhos para decoração da parede, bolsas dos países que visito e acho que é isso, rs! Por enquanto.

8. Quais as dificuldades em ser um escritor hoje no Brasil?

Olha, hoje o mercado já é muito melhor do que ele era há alguns anos. Quando eu comecei nessa vida, era praticamente impossível ser escritor nacional. Hoje temos várias opções que nos permitem trilhar nossos caminhos. As editoras tradicionais já têm um catálogo bem maior de autores nacionais, a internet nos deu oportunidades incríveis e acho que a tendência é continuar melhorando.

9. Sempre que leio um livro fico pensando será que é baseado na vida dessa autora? Será que o personagem é inspirado nela, ou em um amigo, parente? Me conta, tem algum livro seu que é baseado em sua vida e suas histórias? Ou baseado na vida de algum conhecido?

Eu sempre digo que diretamente nenhuma das minhas histórias ou personagens é baseada em mim ou na minha vida. Porém, indiretamente, a verdade é que muito do que eu vivo acaba influenciando a forma como eu escrevo e desenvolvo meus personagens. A inspiração está nos pequenos detalhes e até uma conversa que eu entreouvi na fila do mercado pode virar um excelente diálogo.

10. Qual seu maior sonho hoje?

Meu maior sonho é poder continuar dedicando meu tempo à escrita e à propagação dos escritores nacionais. Desejo conquistar uma grande editora, que meus livros sejas distribuídos nacionalmente e que todos os meus leitores tenham acesso a eles para que possam tê-los nas suas estantes!

11. Para finalizar, discorra um pouquinho de seus livros publicados, e se já tem próximas publicações.

Mocassins e All Stars é meu único livro publicado atualmente. Ele conta a história de Julie, uma adolescente de 17 anos que acabou de ficar órfã de pai. Sua mãe resolve que é um ótimo momento para as duas mudarem de cidade e morarem perto da avó materna da menina, a qual ela nunca viu antes. Tendo que se acostumar com uma nova vida em um lugar totalmente diferente dela, com a ausência do pai e com as incertezas do futuro, Julie tenta se adaptar no colégio novo. Nada é tão fácil quanto parece, especialmente quando ela conhece Arthur Torrez, um menino popular que só atraí problema! O livro é uma história sobre adolescência, com seus altos e baixos e envolve momentos de muitas gargalhadas e alguns com uma pitadinha de drama!
Fora isso, meus outros livros concluídos estão disponíveis no Wattpad (Acampamento de Inverno para Músicos nem tão Talentosos e Tiete!) e eu estou em busca de editoras para publicação! Espero ter boas notícias em breve.

A nossa autora quis deixar um recadinho para mim e para você.

video

Clique aqui e conheça os livros da autora
Clique aqui e leia a resenha de Papel, caneta e ação

Contatos da autora:
Youtube / Site Oficial Instagram / contato@clarasavelli.com / 
Snapchat: claraguta / Twitter / Facebook 

Endereço: Clara Savelli - CAIXA POSTAL 24117 CEP: 20550-970 Rio de Janeiro/RJ

Agradeço mais uma vez a atenção de responder as nossas curiosidades


Não esqueça de deixar um comentário, é muito importante saber o que você achou :)
Beijos Nane

20 de fevereiro de 2017

De frente com a Nane autora Taty Azev


Eu como leitora voraz sempre fico curiosa com algumas coisas em relação aos autores dos livros que leio, por isso abri esse espaço, para que eles possam nos contar um pouquinho mais sobre seus livros, seus sonhos, seus planos...

Hoje quem está de frente com a Nane é a autora Tatyana Azev, já tem um livro publicados, e veio contar um pouquinho da sua trajetória pra gente. Seja bem vida ao Blog Livros da Nane, e desde já agradeço por responder a minhas curiosidades e espero que a de meus leitores também. rs.

1. Oi Taty tudo bem? Para começar, conta pra gente quem é Tatyana Azev?

Oi, Nane! Obrigada pela oportunidade de falar um pouquinho sobre o livro e a literatura nacional!
Bom, eu sou Tatyana com Y (sempre tenho que falar isso rsrsrs), jornalista e canceriana. Como já morei em vários lugares do Brasil, fica difícil dizer de onde sou. Atualmente, respondo que moro em Brasília e vim de Floripa. Adoro imaginar mundos possíveis, nesse e em outros planetas, e criar personagens na minha cabeça. Escrever começou por acaso e hoje é uma necessidade.

2. Quando começou a escrever? E o que te fez perceber que amava as palavras?

Eu amava as palavras desde criança. Adorava ler, livros eram meu presente preferido rsrs. Só que eu imaginava histórias e nunca passava para o papel.
Comecei a escrever ao me mudar para Brasília. Os primeiros seis meses foram os mais difíceis, com poucos amigos e muito trabalho. A escrita foi minha válvula de escape, o momento em que eu vivia histórias diferentes. Aí, depois que comecei, não consegui mais parar.

3. Eu sou uma devoradora de livros, rs. Você é uma leitora voraz também? Quais seus gêneros favoritos? E autores que te inspiram?

Fantasia e Ficção Científica são meus preferidos. Gosto de aventura misturada com romance, acontecimentos impossíveis e viagens espaciais.
Como boa representante da geração “Harry Potter”, J. K. Rowling é uma inspiração. Ela construiu uma realidade tão fantástica e cheia de detalhes que fez o mundo querer se mudar para lá.

4. Eu sei como é chata essa pergunta, você trabalha? Até parece que escrever não é trabalho. Rs. Por isso a minha curiosidade é: além de trabalhar como escritora você tem outra profissão? Trabalha em alguma outra área?

Sim! São dois expedientes por dia, rsrs. Sou funcionária pública.

5. O que te fez querer ser escritora?

Não sei se ser escritora é uma escolha. Hoje, virou uma necessidade. Na frente do computador, vivo momentos de prazer, viajo, conheço pessoas novas. Faz parte de quem eu sou, não tem como mudar.

6. Você tem alguma mania quando esta escrevendo? Usa alguma técnica toda vez que vai escrever um livro?

Eu costumo pensar na história antes, imagino cenas e construo o ambiente (o local é bem importante para mim). Os personagens vêm aos poucos e gosto de conhecer a motivação de cada um deles. Ouço músicas e escolho uma trilha que combine com as cenas, assisto filmes e séries, leio livros do gênero. Tudo isso me inspira e me faz entrar no “clima” do livro. Aí escrevo o roteiro e começo a parte trabalhosa: escolher palavra por palavra até que cada parte fique como eu imaginei.

7. Eu sou colecionadora de livros, canecas e bibelôs, vejo que alguns amigos leitores também tem suas coleções. E você também coleciona alguma coisa?

Humm... Não coleciono nada específico (tenho ciúmes dos meus livros, mas não considero uma grande coleção rsrs). Gosto de guardar coisas que me lembrem de certos momentos. Se um objeto tem uma história para mim, ele é guardado com carinho.

8. Quais as dificuldades em ser um escritor hoje no Brasil?

Tento ser otimista com o mercado brasileiro. Estamos avançando aos poucos e isso é importante. Mesmo num momento de crise econômica, encontramos jovens lendo os livros nacionais. Há pouco tempo, só os estrangeiros vendiam.
Os leitores estão mais abertos para nos conhecer e se envolver com as histórias que contamos. Vi isso na Bienal do Livro de São Paulo do ano passado. Eu levei meu livro sem divulgação nenhuma e vendi tudo que tinha na mala. O público está curioso e isso é bom. Mostra que estamos mudando padrões.

9. Sempre que leio um livro fico pensando será que é baseado na vida dessa autora? Será que o personagem é inspirado nela, ou em um amigo, parente? Me conta, tem algum livro seu que é baseado em sua vida e suas histórias? Ou baseado na vida de algum conhecido?

Acho que cada personagem e cada história tem um pouco de nossas experiências, mas nunca me inspirei em uma só pessoa para construí-los. Para mim, isso tiraria a graça de descobrir o personagem e suas facetas ocultas.

10. Qual seu maior sonho hoje?

Conseguir escrever todas as histórias que estão na minha cabeça rsrsrs. Quero que mais pessoas viagem por esses mundos fantásticos.

11. Para finalizar, discorra um pouquinho de seus livros publicados, e se já tem próximas publicações.

Publiquei A Improvável Annelise no segundo semestre de 2016 e é meu livro atual de trabalho. Como não paro de escrever, tenho projetos na fila, mas meu foco em 2017 será todo para a Anne. Vem novidade por aí!!! Rsrsrs

Conheça mais seu livro, lendo a resenha aqui

Nane, mais uma vez, obrigada pelo espaço que você abre aos autores nacionais. O trabalho de blogueiros literários é muito importante para o mercado brasileiro. Autores e leitores encontram um espaço de comunicação e aproximação. Isso é lindo!!! <3 <3

Contatos da autora: 

Beijos Nane

23 de janeiro de 2017

De frente com a Nane autora Valéria Gravino


Eu como leitora voraz sempre fico curiosa com algumas coisas em relação aos autores dos livros que leio, por isso abri esse espaço, para que eles possam nos contar um pouquinho mais sobre seus livros, seus sonhos, seus planos...

Hoje quem está de frente com a Nane é a autora Valéria Reis Gravino, já tem dois livros publicados, escreve desde os 17 anos, ela veio contar um pouquinho da sua trajetória pra gente. Seja bem vida ao Blog Livros da Nane, e desde já agradeço por responder a minhas curiosidades e espero que a de meus leitores também. rs.


1. Oi Valéria tudo bem? Para começar, conta pra gente quem é Valéria Reis Gravino?

Tudo bem, Nane! Primeiramente, feliz 2017 e te agradeço por esse espaço!
Valéria Reis Gravino, hoje, é uma pessoa que se sente mais madura, mais segura e tem tido muitas alegrias no mundo literário, onde acabou de entrar!

2. Quando começou a escrever? E o que te fez perceber que amava as palavras?

Sempre escrevi para mim mesma desde criança e fazia projetos de livros a partir dos 17 anos. Mas me sentia encabulada e sem coragem de mostrá-los às pessoas, não acreditava que pudesse um dia publicar o que quer que fosse. Comecei a ter meus artigos publicados em 2015 e em 2016, aconteceu a publicação dos livros. A admiração que eu nutria por Monteiro Lobato e mais tarde, por Jorge Amado, me fez ter essa percepção. Gênios como eles, inspiram qualquer mortal!

3. Eu sou uma devoradora de livros, rs. Você é uma leitora voraz também? Quais seus gêneros favoritos? E autores que te inspiram?

Eu sou leitora voraz e eclética desde criança, tudo o que cai na mão e na tela, estou lendo! Quanto aos gêneros favoritos, adoro ler suspense, thrillers, biografias, contos, romances de autores clássicos e chick litS, como disse acima. Meus ídolos são Monteiro Lobato e Jorge Amado, mas admiro autores como Aluízio Azevedo, Sidney Sheldon, Stephen King, Gabriel García Márquez e outros mais contemporâneos como Dan Brown, Candace Bushnell, e Gillian Flynn.

4. Eu sei como é chata essa pergunta, você trabalha? Até parece que escrever não é trabalho. Rs. Por isso a minha curiosidade é: além de trabalhar como escritora você tem outra profissão? Trabalha em alguma outra área?

Sim, trabalho como advogada há 16 anos e me sinto privilegiada por exercer duas profissões tão nobres, que muito me orgulham, apesar de todas as dificuldades que tanto os advogados quanto os escritores enfrentam no nosso país.

5. O que te fez querer ser escritora?

Na verdade, eu não tinha essa pretensão, achava que era algo muito distante dos meus objetivos. Fui apresentada por algumas pessoas maravilhosas que conheci a outras sensacionais que gostaram dos meus escritos e quando me vi, estava publicando livros. Não foi planejado e sim, surpreendente para mim.

6. Você tem alguma mania quando está escrevendo? Usa alguma técnica toda vez que vai escrever um livro?

Prefiro escrever à mão, em folhas soltas. É tudo muito intuitivo, então quando tenho uma ideia, paro o que estiver fazendo e quando vejo já escrevi muitas páginas. Já me vi em situações complicadas por conta disso, pois é muito difícil conciliar as situações, quando se está em pleno processo criativo. Antes, eu não respeitava isso, agora paro tudo e fico desligada do mundo. Quem me conhece, já não se incomoda em falar sozinho, quando tenho esses insights. Só torço para que não apareçam no meio de uma audiência rsrs.

7. Eu sou colecionadora de livros, canecas e bibelôs, vejo que alguns amigos leitores também tem suas coleções. E você também coleciona alguma coisa?

Sim, coleciono livros desde criança. Já não tenho mais aonde guardar, mas sempre arranjo uma forma de mantê-los, porque não paro de ganhar e de comprar. Graças à Deus! Rsrs!

8. Quais as dificuldades em ser um escritor hoje no Brasil?

São muitas. Muito preconceito e nenhum investimento sério em educação e cultura, descaso com a profissão e o comportamento comercial agressivo das editoras, nos faz acreditar que viver de escrita aqui, é quase impossível. No ano passado estive na Bienal de São Paulo e um taxista comentou no caminho: “não sei para que Bienal, se ninguém lê, todo mundo só quer saber de internet. Eu não lembro de ter comprado um livro sequer na minha vida”. Fiquei pensando nas estatísticas que comprovam esse raciocínio dele e chegando na Bienal, me emocionei de verdade, com uma cena: crianças sentadas no chão dos stands das editoras, recostadas umas nas outras, lendo de forma totalmente descontraída os livros que lá estavam disponíveis. Fiquei emocionada de ver o tamanho do público que lá estava e não era o dia e a hora de exibição dos best-sellers dos youtubers ou de artistas, ou seja, estavam ali exclusivamente pelos livros e não pelas atrações. Me deu esperanças de que um dia a maioria de nós não seja tão desvalorizada como nos dias de hoje. Tenho conhecido autores incríveis, sem crédito algum que são talentos desperdiçados pelo esforço político e midiático em manter a massificação de uma cultura pobre.

9. Sempre que leio um livro fico pensando será que é baseado na vida dessa autora? Será que o personagem é inspirado nela, ou em um amigo, parente? Me conta, tem algum livro seu que é baseado em sua vida e suas histórias? Ou baseado na vida de algum conhecido?

Não tenho livros autobiográficos, mas empresto sim, alguns sentimentos e impressões a alguns personagens ou monto uma espécie de “Frankenstein” colhendo as características das pessoas que conheço.

10. Qual seu maior sonho hoje?

Tenho sonhos em vários setores da minha vida. Mas no literário, gostaria de produzir cada vez mais e melhores trabalhos para alcançar o maior número de leitores possível. No geral, gostaria muito de que as pessoas se respeitassem mais, que tivéssemos condições dignas para sobreviver a tantas violências, desmandos e barbáries, como temos presenciado no dia a dia. Não há como um povo ter educação e cultura, se sequer tem saúde e segurança para ter acesso aos outros pilares básicos.

11. Para finalizar, discorra um pouquinho de seus livros publicados, e se já tem próximas publicações.

Meu primeiro livro é jurídico, “A responsabilidade do sócio na execução fiscal”. Ele foi baseado na minha experiência nesse tema trabalhando como advogada e é fruto do meu trabalho de conclusão curso de MBA. Ele alcançou o 1º lugar dos mais vendidos da Amazon em Direito Tributário, o que me deixou muito feliz. Estou trabalhando na 2ª edição dele, e em breve a teremos disponível na versão impressa e digital.

O segundo livro, é o “Enquanto espero”, que foi uma experiência sensacional, considerando que é uma ficção. Pular de um livro jurídico para a ficção é um tanto audacioso, mas escrevê-lo me deu muitas alegrias. É um romance que tem uma proposta diferente, tem um pano de fundo empresarial, envolve temas como regressão e tem muita intriga e mistério no meio. Foi participante do Prêmio Kindle 2016. Em breve terá a versão impressa e ainda será lançado oficialmente, pois foi publicado como e-book na Amazon para concorrer ao prêmio.

Atualmente, o meu conto “Mar de intrigas”, está concorrendo ao Prêmio Off Flip 2017, que vai acontecer na Feira Literária de Paraty desse ano. É um suspense cheio de reviravoltas, daqueles que não dá muita margem para adivinhar o final. Espero que ele tenha êxito e pretendemos publicá-lo, após o prêmio. Temos ainda 4 projetos pela frente e espero poder divulgá-los tão logo!

Quer saber mais sobre suas obras clique aqui

Instagram: @valeriargravino 
Blog: execucoesfiscais@blogspot.com
E-mail:vgravino@gmail.com
Twitter: ValRG

Agradeço mais uma vez a atenção de responder as nossas curiosidades.

Nane, eu que te agradeço por esse trabalho tão importante que você faz, de ajudar escritores e leitores a se encontrarem no seu blog. Sucesso!

Beijos Nane

16 de janeiro de 2017

De frente com a Nane: Autora Michelle Pereira


Eu como leitora voraz sempre fico curiosa com algumas coisas em relação aos autores dos livros que leio, por isso abri esse espaço, para que eles possam nos contar um pouquinho mais sobre seus livros, seus sonhos, seus planos...

Hoje quem está de frente com a Nane é a autora Michelle Pereira, ela já tem dois livros publicados, escreve desde os 14 anos e veio contar um pouquinho da sua trajetória pra gente. Seja bem-vinda ao Blog Livros da Nane, e desde já agradeço por responder minhas curiosidades e espero que as de meus leitores também. rs.

1. Oi Michelle, tudo bem? Para começar, conta pra gente quem é Michelle Pereira?

Oi Ari! Tudo bem e você? Pois então... Michelle Pereira é mineira, nerd e sonhadora, rs, para resumir. Eu adoro cultura nerd, rock'n'roll e livros, então certamente, essas três coisas estão presentes no meu dia a dia. Também tenho uma paixão especial por comer e por cozinhar (ainda bem que não engordo, haha), logo, vocês me verão de vez em quando aprontando alguma coisa diferente na cozinha.

2. Quando começou a escrever? E o que te fez perceber que amava as palavras?

Comecei a escrever com 14 anos, quando estava no ensino fundamental. Eu escrevia só por diversão mesmo, para algumas amigas lerem. Eu percebi que amava mesmo criar histórias, quando escrevi Guardião do Medo para meu TCC do curso técnico de Comunicação Visual no SENAI. Foi uma coisa despretensiosa, mas acabou dando muito certo.

3. Eu sou uma devoradora de livros, rs. Você é uma leitora voraz também? Quais seus gêneros favoritos? E autores que te inspiram?

Se sou voraz? Você não conhece minha estante, haha! Tenho cerca de 300 títulos entre nacionais, internacionais e quadrinhos. Eu amo ler, desde que comecei a trabalhar, comecei a comprar livros e a descobrir que fugir do mundo real dentro de histórias fantásticas era o que eu precisava.

Meus gêneros favoritos são fantasia, distopia e ficção científica e meus autores favoritos são muitos, nossa! Vou citar só alguns que me vieram à cabeça agora: Neil Gaiman, Stieg Larsson, Lauren Kate, Lisa MacMann, Scott Westerfeld e por aí vai na lista de internacionais. Aqui do Brasil sou fã de carteirinha da Mari Scotti (oiiii, Mari!), da Thais Lopes, do Leonel Caldela e do Raphael Draccon (lógico que tem vários outros, mas esses estão no topo da minha lista, haha).

4. Eu sei como é chata essa pergunta, você trabalha? Até parece que escrever não é trabalho. Rs. Por isso a minha curiosidade é: além de trabalhar como escritora você tem outra profissão? Trabalha em alguma outra área?

Sim! Infelizmente ainda não consigo viver apenas da escrita (o que é um sonho, masssss...)

Atualmente, sou designer gráfico e trabalho com diagramação e design na Revista Linha Direta, uma revista de educação, aqui de Belo Horizonte, que roda a Ibero-américa. Esporadicamente também escrevo crônicas para a revista, algo que me dá muito orgulho! Sempre que posso, atuo como freelancer na área de design, editorial e ilustração.

5. O que te fez querer ser escritora?

A vontade de criar histórias e fugir desse mundo chato em que vivemos, haha! Acho que amar tanto a leitura, me fez querer escrever também, criar meu próprio universo e viver nele.

6. Você tem alguma mania quando está escrevendo? Usa alguma técnica toda vez que vai escrever um livro?

Tenho uma mania estranha: gosto de escrever enquanto estou fazendo outras tarefas. Não consigo sentar e escrever, eu preciso fazer outra coisa enquanto isso. Costumo criar uma linha ou outra para meus livros enquanto trabalho, por exemplo.

7. Eu sou colecionadora de livros, canecas e bibelôs, vejo que alguns amigos leitores também tem suas coleções. E você, também coleciona alguma coisa?

Livros, com certeza! Como já falei, tenho quase 300 títulos na minha estante e morro de ciúmes deles (sim, sou apegada! rs). Também gosto de colecionar marcadores e cartões de visita, estes últimos, principalmente quando tem algum acabamento especial (coisas de designer).

8. Quais as dificuldades em ser um escritor hoje no Brasil?

Acho que o preconceito é um algo forte a se mencionar. O brasileiro tem essa coisa de que tudo que é produzido aqui é ruim, e não é bem assim. Existem escritores excepcionais que poderiam ter uma visibilidade ainda maior se o público nos valorizasse mais. Mari e Thais, que citei antes, escrevem com uma qualidade tão boa quanto de escritores renomados, como Cassandra Clare. Por que elas não são tão famosas quanto? É complicado.

9. Sempre que leio um livro fico pensando será que é baseado na vida dessa autora? Será que o personagem é inspirado nela, ou em um amigo, parente? Me conta, tem algum livro seu que é baseado em sua vida e suas histórias? Ou baseado na vida de algum conhecido?

Guardião do Medo não é exatamente inspirado na minha vida, mas muitas experiências pelas quais passei e minha própria personalidade estão misturadas ao protagonista, Alexander. Foi impossível me dissociar dele enquanto escrevia.

A Eva, de O demônio no campanário, também tem um pouco de mim (ou seria bastante?), a diferença é que nunca tive três candidatos correndo atrás de mim, muito menos um demônio, rsrsrsrsrs. Vale dizer também que a enfermeira Lúcia, de Guardião, é inspirada em uma de minhas melhores amigas, Denise, que é minha leitora beta (ela foi a primeira pessoa a ler Guardião, quando comecei a reescrevê-lo em 2013).

10. Qual seu maior sonho hoje?

Hoje meu maior sonho é ter reconhecimento pelo meu trabalho como escritora e poder viver dessa paixão.

11. Para finalizar, discorra um pouquinho de seus livros publicados, e se já tem próximas publicações.

Guardião do Medo é meu primeiro livro publicado, ele está disponível na Amazon como livro digital e também possuí versão física. Nele conto a história de Alexander, um jovem amargurado e solitário que está a beira da morte em um hospital. Ele tem a oportunidade de mudar sua vida quando encontra sua Guardiã, Raya. Mas ele não quer muito seguir por esse caminho... E ainda terá de enfrentar muitos pesadelos reais e imaginários para ter paz.

Já em O demônio no campanário, publicado semanalmente no wattpad, discorro um pouco sobre a vivência de Evangeline (ou Eva, como ela gosta de ser chamada) em um colégio interno de freiras (não, ela não vai ser freira, só estuda lá, rsrs). Depois de seus pais se separarem, ela é enviada para o Convento e ali precisará se adaptar a uma nova vida, as amigas malucas, inimigas mais malucas ainda, além de despertar o desejo de um demônio preso ao campanário da Catedral por uma maldição.

Meu conto Sob o deserto e o sangue apareceu na antologia Criaturas do Submundo, da editora Wish, no ano passado.

E agora, publicarei o conto O preço do céu, uma pequena história do universo de Guardião do Medo, na Amazon.

A nossa autora quis deixar um recadinho para mim e para você:

Oiii, gente! Acho que a melhor coisa que posso dizer a vocês é: Acreditem em si mesmos! Acreditem que vocês podem, que vocês conseguem! Acreditem em seus sonhos!

Bom, é isso, espero que tenha gostado da entrevista de hoje, e eu quero agradecer mais uma vez a autora, por responder as perguntas.

Clique aqui e conheça os livros da autora.

Contados da autora:



Beijos Nane


13 de dezembro de 2016

De frente com a Nane: Autora Letícia Sardenberg


Eu como leitora voraz sempre fico curiosa com algumas coisas em relação aos autores dos livros que leio, por isso abri esse espaço, para que eles possam nos contar um pouquinho mais sobre seus livros, seus sonhos, seus planos...

Hoje quem está de frente com a Nane é a autora Letícia Sardenberg, já tem dois livros publicados, escreve desde os nove anos e veio contar um pouquinho da sua trajetória pra gente. Seja bem vida ao Blog Livros da Nane, e desde já agradeço por responder as minhas curiosidades e espero que a de meus leitores também. rs.

1. Oi Le tudo bem? Para começar, conta pra gente quem é Letícia Sardenberg?


Eita! Que pergunta difícil! Pode pular? Brincadeira. É que sempre achei meio complicado me detalhar; penso que os outros podem fazer isso melhor do que eu. Mas, vamos lá... Eu me enxergo como uma pessoa de gostos simples. Não preciso de muita coisa para eu me sentir feliz. Sou muitooooo sonhadora e carinhosa, e um tanto avoada. Ah, não nego: sou superprotetora também. Em tudo que me proponho a fazer, procuro dar o melhor de mim, mas, se por alguma razão, não consigo, eu me sinto frustrada. Minhas paixões são: minha família, meus amigos, os livros e viajar.


2. Quando começou a escrever? E o que te fez perceber que amava as palavras?

Comecei a produzir meus escritos lá pelos nove anos de idade. Foram inúmeros diários e alguns cadernos de poemas, inclusive, de desenhos (diziam que eu levava jeito e eu também achava que sim). 
Bem, meu primeiro contato com os livros se deu muito cedo, bem antes de eu aprender a ler — seguramente, o gatilho do amor pelas palavras, que cresceu junto comigo. As histórias que me contaram tiveram um papel importantíssimo; foram elas que me abriram as portas do mundo exterior e, sobretudo, do meu mundo interno. O fascínio pelas palavras foi imediato, e, desde então, elas alimentam meu imaginário. Era como se eu já intuísse seu poder transformador.

3. Eu sou uma devoradora de livros, rs. Você é uma leitora voraz também? Quais seus gêneros favoritos? E autores que te inspiram?

Também sou uma leitora voraz, mas, ultimamente, não tenho lido o quanto eu gostaria.
Eu me considero uma leitora bastante eclética. E põe eclética nisso! Gosto de ler de tudo. Livros de filosofia, de física, espiritualistas, romances, poemas, contos, crônicas, biografias, juvenis, infantis (eu te disse, não?). O gênero que mais curto é romance. 
Inúmeros autores me inspiraram e continuam me inspirando. Na minha infância, fui arrebatada pelos poemas da Cecília Meireles, pelos contos dos irmãos Grimm e pelas histórias de Monteiro Lobato. Na transição para a adolescência, a Coleção Vagalume, vários títulos de Agatha Christie e “O diário de Anne Frank” fizeram minha cabeça. Durante a adolescência, “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos; “Mar morto”, de Jorge Amado; “Doutor Jivago”, de Boris Pasternak; e “Cem anos de solidão”, de Gabriel García Márquez, consolidaram meu amor pela literatura. Dentre os autores nacionais que partiram, destaco Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis, Monteiro Lobato e Bartolomeu Campos de Queirós, e destaco alguns, dos muitos contemporâneos que aprecio: Leticia Wierzchowsky, Patricia Barbosa, Bia Carvalho, Carolina Estrella Graciela Mayrink, Tatiana Salem Levy, Claudia Nina, Stella Maris Rezende, João Carrascoza, Paula Pimenta, Thalita Rebouças, Leila Rego. Dentre os estrangeiros, me inspiram Walter Hugo Mãe, Gabriel García Márquez, J. K. Rowling e vários autores russos, como, por exemplo, Tolstói, Dostoiévsky e Pasternak. (Há muitos mais na minha lista! Pena que não posso citar todos.)

4. Eu sei como é chata essa pergunta, você trabalha? Até parece que escrever não é trabalho. Rs. Por isso a minha curiosidade é: além de trabalhar como escritora você tem outra profissão? Trabalha em alguma outra área?

Escrever é trabalho. As pessoas precisam entender que é um trabalho intelectual dos mais árduos. Requer autorrecolhimento, que resulta em afastamento dos familiares e amigos. Implica em extraordinária concentração para a organização das ideias. Exige também longos processos de lapidação do texto, no sentido de enxugá-lo e aperfeiçoá-lo à exaustão. Depois, há a necessidade de revisão, longa também, antes de o texto ser enviado à editora. E ainda acham que escritor não rala! Afe!
Sou formada em Direito, mas não exerci a profissão. E, além de ser escritora, sou dona de casa com muitooooo orgulho. Sou eu quem cuida da minha casa, sou eu quem cozinha para minha família. Aliás, sem modéstia nenhuma, cozinho muito bem, viu?
Ahh pode me chamar para comer na sua casa rs

5. O que te fez querer ser escritora?

Escrever talvez seja, das minhas vocações (também levo jeito para desenho e dança), a única que não enferrujou. Ao contrário, minha escrita se aperfeiçoou ao longo dos anos. É o que me faz vibrar. Quando decidi tentar a carreira de escritora, foi como se eu tivesse me dado a chance de ser feliz, fazendo o que sempre amei. Que bom que parei para me ouvir.

6. Você tem alguma mania quando esta escrevendo? Usa alguma técnica toda vez que vai escrever um livro?

Não tenho mania alguma quando me sento para escrever. Não gosto é de ser interrompida, sobretudo, quando estou com uma ideia incrível borbulhando na mente e preciso traçar seus contornos para que fique clara. Mas não tem jeito; isso sempre acontece. Também não utilizo uma técnica específica. Sou muito intuitiva.

7. Eu sou colecionadora de livros, canecas e bibelôs, vejo que alguns amigos leitores também tem suas coleções. E você também coleciona alguma coisa?

Coleção? Só de livros! Sou daquelas que, mesmo com um monte de livros ainda por ler, não resistem a comprar mais. Houvesse mais espaço no meu apartamento, ela seria bem maior. Por isso, guardo muitos livros na casa dos meus pais. 

8. Quais as dificuldades em ser um escritor hoje no Brasil?

A principal dificuldade em ser escritor no Brasil, a meu ver, continua sendo o fato de que a literatura é pouquíssimo valorizada em nosso país. Há, inequívoca e infelizmente, um profundo descaso com a profissão. Soma-se a isto o baixíssimo investimento em educação e em cultura. Em tempo: pesquisas apontam que a maioria da população brasileira não lê, e quando lê, a quantidade não passa de quatro livros por ano, sendo que, dois deles, de forma parcial. É de chorar! Ser escritor no Brasil é, em última análise, um ato de amor e de resistência.

9. Sempre que leio um livro fico pensando será que é baseado na vida dessa autora? Será que o personagem é inspirado nela, ou em um amigo, parente? Me conta, tem algum livro seu que é baseado em sua vida e suas histórias? Ou baseado na vida de algum conhecido?

De forma alguma, meus livros não foram baseados na minha vida. Eles não são autobiográficos. Mas, dentro do meu caldeirão de ideias — nele fervilham fatos cotidianos, livros que já li, filmes aos quais assisti, paisagens que apreciei, diálogos e monólogos que já ouvi etc. etc. — é claro que minhas próprias vivências também me inspiram, as quais são transmutadas em ficção. 

10. Qual seu maior sonho hoje?


Sonho em cativar milhões de jovens, mundo afora, com minhas histórias. Pronto, falei! (rs)


11. Para finalizar, discorra um pouquinho de seus livros publicados, e se já tem próximas publicações.

“Minissaia, batom e futebol” foi meu primeiro livro publicado, em 2011, pela Zit Editora. A inspiração para escrevê-lo veio de dentro de casa, quando minha filha demonstrou interesse em jogar futebol e acabamos encontrando certa dificuldade em achar uma escolinha de futebol feminino nas redondezas. Neste livro, conto a história de Luisa, uma menina apaixonada por futebol e aspirante a jogadora, que terá que enfrentar o preconceito de seu próprio pai, cuja visão machista o leva a tentar sabotar o sonho da filha. 
“Eu, meu cachorro e meus pais separados” saiu em 2013, também pela Zit. Narrada em primeira pessoa, pela personagem central, que é sua xará, esta história funciona como um espelho para os jovens leitores, que se identificam não apenas com a linguagem direta e atual utilizada, como também com as situações particulares retratadas, a exemplo da separação dos pais e do nascimento de um irmão, e, principalmente, com o caráter universal da adolescência, recheada de mudanças, dúvidas, questionamentos e descobertas.
Meus livros foram adotados em inúmeras escolas particulares e em alguns programas de governo. E, para minha alegria, “Eu, meu cachorro e meus pais separados” vendeu quase 115 mil exemplares, o que o torna um best-seller.

Conheça todas as suas obras aqui

Agradeço mais uma vez a atenção de responder as nossas curiosidades

Beijos Nane